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Um pouco mais sobre amor platônico

Antes que comece a ler essa postagem, sugiro a leitura na íntegra do conto, Tentação, de Clarice Lispector, que postei ontem aqui no blog.

Amor Platônico, é um assunto desconhecido por muitos, mais é algo real e comum entre nós. Não é todo mundo que se apaixona loucamente por alguém que só conhece de vista. Mas quem nunca sentiu, nem que seja, uma mera atração por alguém que só viu de passagem? Acredite, inúmeras pessoas no mundo sofrem  com esse sentimento e muitas nem sabe o que estão sentido. Mas afinal de contas o que significa a expressão, Amor Platônico?

    Para o senso comum, é  o amor romântico, idealista, que nunca se concretiza. Platônico vem de Platão, filósofo grego que acreditava na existência de dois mundos- o das ideias onde tudo seria perfeito e eterno e o mundo  real, finito e imperfeito. O amor para Platão, começava pelo real  e terminava pelo ideal.
    A menina ruiva do conto de Clarice Lispector, pode ser citado como um exemplo de amor platônico visto sob o foco do senso comum. Ela estava sentada nos degraus de sua casa, solitária, quando viu se aproximar um cachorro ruivo. A própria autora faz questão de descrever o amor a primeira vista entre eles:
     “Sabe-se também que sem se falar eles se pediam. Pediam-se com urgência, com encabulamento, surpreendidos”.
    A menina no auge de sua  infância  e inocência, talvez fosse filha única e não tivesse a companhia de outras crianças para brincar e se tivesse, talvez se sentisse diferente das demais por causa da sua cor, como Clarice tão bem descreveu:
   ” Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária.”
    Mas aí aparece na vida dela justamente um cachorro ruivo. Quem sabe o animal de estimação que  ela talvez tanto sonhasse. Ambos começam a se olhar, aparentemente um amor recíproco. E a menina sente como se tivesse encontrado uma solução para sua suposta solidão.
    Muitas pessoas, em momentos de carência e solidão, ao conhecerem  alguém, que desperta nelas um certo interesse amoroso, deixam-se levar pela fantasia, pela imaginação, criando na mente um amor ilusório e passam a viver em prol desse amor. E em muitos casos, mesmo depois de verem “a pessoa amada” dobrando o outro lado da esquina da vida, sem sequer olhar para trás, dando a  certeza que o  amor não  é correspondido, continuam idealizando-o, vivendo de desejos e ilusões.
     Muitos amores platônicos se tornam doentios, quando a pessoa que nutre dentro de si  esse sentimento, perde o sentido de viver por não poder está ao lado do ser “amado” e por não conseguir se abrir a chance de um amor real, passando assim, a viver isolada da sociedade, em um mundo de carência, solidão e angústia.
     Está apaixonado (a) é sem dúvida uma dádiva de Deus. Mas tenha cuidado com os sentimentos mascarados em forma de amor. Antes de sair dizendo pra todo mundo que conheceu ” o amor da sua vida”, primeiro trate de conhecê-lo realmente. E pra conhecer uma pessoa é necessário a convivência. Só amamos de verdade aquilo que conhecemos.
    Outra coisa muito importante, é conhecer o outro antes de iniciar um relacionamento. É o passo mais sábio para viver um namoro saudável. E a chance desse namoro dar certo é enorme comparada aqueles relacionamentos que tiveram início depois de um ” fica”.
   O meu conselho é: não tenha medo do amor, não tenha medo de amar. Mas cuide do seu coração não permitindo que certos sentimentos lhe aprisione. Como? Não se isolando do convívio social.  Aqui segue alguma sugestões:
    1. Tenha momentos de lazer com os amigos, saia  para passear;
 
    2. Comece a praticar uma atividade física;
 
    3. Faça um curso;
 
    4. Participe de grupos da igreja;
     O importante é não se isolar. Pois tudo isso que citei acima, facilita e muito a oportunidade de encontrar alguém que pode ser muito mais que um amor platônico e sim um amor real, de verdade. Mas acima de tudo, valorize-se e aprenda a cultivar os momentos bons. Lute mesmo com força contra os sentimentos que prejudicam sua vida e que  interferem no bem estar consigo mesmo e com os outros.
 
    Boa sorte, eu torço por você!

Um caso de amor platônico na literatura

 Hoje vou partilhar com vocês um conto, que se observado com atenção, podemos perceber nele um caso de Amor Platônico. Vale a pena ler, é bem interessante! 
  Amanhã falarei um pouco mais sobre esse tema aqui no blog.

Tentação (Clarice Lispector)

  Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.
   Na rua vazia as pedras vibravam de calor – a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo-nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde. Numa terra de morenos, ser ruivo era uma revolta involuntária. Que importava se num dia futuro sua marca ia fazê-la erguer insolente uma cabeça de mulher? Por enquanto ela estava sentada num degrau faiscante da porta, às duas horas. O que a salvava era uma bolsa velha de senhora, com alça partida. Segurava-a com um amor conjugal já habituado, apertando-a contra os joelhos.
  Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.
    Lá vinha ele trotando, à frente da sua dona, arrastando o seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro. 
    A menina abriu os olhos pasmados. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam. 
  Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava-o sob os cabelos, fascinada, séria. Quanto tempo se passava? Um grande soluço sacudiu-a desafinado. Ele nem sequer tremeu. Também ela passou por cima do soluço e continuou a fitá-lo. 
    Os pêlos de ambos eram curtos, vermelhos.
   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe-se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe-se também que sem falar eles se pediam. Pediam-se, com urgência, com encabulamento, surpreendidos.
   No meio de tanta vaga impossibilidade e de tanto sol, ali estava a solução para a criança vermelha. E no meio de tantas ruas a serem trotadas, de tantos cães maiores, de tantos esgotos secos – lá estava uma menina, como se fora carne de sua ruiva carne. Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes do Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.
    Mas ambos eram comprometidos.
   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.
   A dona esperava impaciente sob o guarda-sol. O basset ruivo afinal despregou-se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou-o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê-lo dobrar a outra esquina.
     Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.
 

Volte a cuidar de você!

 

 Um amor platônico, pode roubar a  auto estima de alguém. Principalmente se a pessoa se tornar dependente afetivamente da outra que, por algum motivo não pode está ao seu lado. Parece que o mundo fica cinza, sem cor e nem sabor.

 Vontade de se cuidar então? nem pensar! A vontade é de ficar isolada, no canto, chorando suas mágoas. E o tempo passa… Quando você, um dia se olha no espelho, não se reconhece mais. Cadê o brilho no olhar? A beleza do sorriso? O cabelo que um dia já foi seu orgulho, nem sombra dele. A pele descuidada, enfim.

 Se você se identificou com esse post, siga a minha dica: volte a cuidar de você. Talvez você ainda não superou esse amor platônico porque tem feito da pessoa que ama o centro da sua vida e tem se esquecido da pessoa mais importante que é você mesma.

  Dedique um tempo do seu dia, para algo útil. Cuide do seu corpo, preencha sua mente com pensamentos positivos. Ouça uma boa música que penetre o mais profundo do seu ser resgatando a esperança que está adormecida no seu interior.

  De vez em quando, aqui no blog, vou trazer algumas dicas de beleza e também de livros, cd’s e vídeos bacanas, especialmente a você. E para começar, a minha primeira sugestão é: ginástica facial. Talvez você já tenha ouvido falar, caso não tenha, vou indicar um vídeo para que você possa aprender. Eu pratico já faz um bom tempo e digo por experiência própria, que funciona. Vale a pena!

Não feche o seu coração para um novo amor

 É mais uma manhã e ao acordar, a primeira pessoa que vem em sua cabeça é a pessoa amada. Não é mesmo? Tem dias que você sente uma vontade tão grande de poder arrancar com as próprias mãos este sentimento! Eu sei bem como é.

 Mas eu quero dizer para você: Não feche o seu coração para um novo amor. Tudo bem, eu sei, que a pessoa que você tanto ama, não se compara a nenhuma outra no mundo. Pelo menos é o que você acha. Mas muitas vezes, deixamos escapar oportunidades maravilhosas de viver um amor real, porque estamos literalmente agarradas a um amor que só existe em nossa imaginação e nunca na realidade.

 Ser feliz só depende de nós. Não tenha medo de dar uma chance para um amor verdadeiro acontecer. É claro que nunca podemos começar um relacionamento com uma pessoa só para tentar esquecer outra ou por está sozinha. Desse jeito só estaremos usando o outro. Mas também se ficarmos fechadas em nós mesmas, trancadas dentro de casa, alimentando um sentimento que só nos deprime, sinceramente estaremos mortas em vida.

  Por tanto, se ao encontrar alguém que a faça sentir algo especial, não deixe a velha desculpa: “tenho outro alguém no meu coração”, impedir que você dê uma chance para um novo amor acontecer.

  Pense nisso. E para ajudar em sua reflexão, segue a letra de uma música do Diogo Nogueira. Muito interessante e que tem tudo  haver com você. Talvez já esteja mais que na hora de você dar  adeus a algumas coisas do passado. Quem sabe até sentimentos e pessoas?

  Trem do Tempo/ Diogo Nogueira

O trem do tempo apitou
E você ficou pra trás
Desembarcou na estação do passado
O trem do tempo partiu
E o destino me levou
No fim da linha vai estar meu novo amor
No fim da linha vou buscar meu grande amor

Segui viagem pelos trilhos da saudade
Abandonado no vagão da solidão
O trem do tempo apagou
Você do meu coração
E fez parada na cidade da ilusão

Amei e vi o amor acabar
Sonhei e tive que acordar
Chorei, chorei
Mas não deixei de cantar
Pois sei, eu sei, que esse trem vai chegar

 

Para refletir

Imagem

” É importante assumir o que se pensa. Assumir quem se ama. Amar é sempre uma vantagem, mesmo quando não se é correspondido. É claro que quando há reciprocidade é algo sublime, diferente. E não é bom para nossa saúde afetiva viver sempre de amores platônicos, que só acontecessem no mundo das ideias, nunca na realidade. Quando assumimos que amamos e não somos correspondidos, isso não significa que estamos nos entregando a vivência de um amor platônico. Apenas estamos permitindo que a nossa autenticidade ganhe força e harmonize nossos desejos e sentimentos”.

(Do livro: Quero um amor de verdade, de Diego Fernandes)

Feliz 2013

Criei esse blog, providencialmente, no último dia do ano. Que essa passagem para um novo ano, possa servir de inspiração para um vida nova.

Fico pensando nas mulheres que, hoje acordaram tristes, sentindo-se vazias e sozinhas por causa de seus problemas mais íntimos.

Lembro especialmente daquelas que estão sofrendo por causa de amores platônicos, sentindo-se profundamente infelizes porque não vão poder está ao lado de quem amam na hora da virada.

Esse blog é dedicado a estas mulheres sofredoras e guerreiras. para lembrá-las que nem tudo está perdido. Que cada ser humano na face da terra nasceu para dar certo. Inclusive aqueles que não acreditam nisso e pensam que não tem mais jeito.

Cada um é de nós é responsável pelos nossos atos e decisões. Então que tal decidir ser feliz hoje? Sei que isso não acontece como em um passe de mágica, mas vai acontecendo a cada dia. E o melhor, não estamos sozinhos. Temos um Deus maravilhoso que olha por nós. Ele quer nossa felicidade, mas é preciso que nós façamos a nossa parte.

Aqui nesse blog, você encontrará dicas, reflexões e testemunhos que poderão lhe auxiliar e até mesmo inspirar a lutar contra esse mal que amarra a sua vida.

Ninguém pode se libertar por si só. Auto ajuda não funciona. Caso contrário o mundo não estaria tão cheio de pessoas frustradas e infelizes. A ajuda do Alto, do céu, essa sim, funciona. Porque depois que você deixar Jesus entrar na sua vida, com certeza a alegria voltará a reinar. Portanto somente o Senhor pode te libertar. N’Ele você irá libertando-se a cada dia.

Saiba que uma nova amizade começa a apartir de hoje. Pois desejo de coração sincero ser sua mais nova amiga. Seja bem vindo (a). Se quiser partilhar algo comigo, sinta-se a vontade.

Desejo um feliz 2013 e que  cada dia deste novo ano você decida-se a viver uma vida que vale a pena. Uma vida em Deus. Mais livre e feliz!

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